Seis produções brasileiras serão exibidas às margens do Rio Sena, em Paris, dentro do projeto Paris Plages, integrando a programação da Temporada Brasil-França 2025.
Serão três noites de exibições, com um curta e um longa-metragem por dia, que acontecem nesta quinta-feira (31 de julho), na sexta (1º/8) e no sábado (2/8). A entrada é gratuita.

O público poderá ver filmes clássicos, como “Central do Brasil” e “Saneamento Básico”, e o recente “Aumenta que É Rock’n’ Roll”, com legendas em francês.
O evento é realizado em colaboração com a associação Jangada, criada por franceses e brasileiros com o intuito de promover a cultura brasileira na França e no mundo, por meio de eventos artísticos.
As exibições acontecem na Rampe Sully: Quai des Célestins, Paris 4e.
Programação Paris Plages
Quinta (31 de julho)
20h15 – “Ilha das Flores”
De Jorge Furtado
1989 • 13 min
Um tomate é plantado, colhido, transportado e vendido em um supermercado, mas apodrece e acaba no lixo. Ele realmente acaba aí? Não. O filme o segue até seu verdadeiro destino, entre animais, lixo, mulheres e crianças. Foi então que a diferença entre tomates, porcos e seres humanos ficou clara. Em 2015, o filme fez parte da lista dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos, estabelecida pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine).

20h30 – “Saneamento Básico, o Filme”
De Jorge Furtado
Com: Fernanda Torres, Wagner Moura, Camila Pitanga, Bruno Garcia, Janaína Kremer, Lázaro Ramos, Tonico Pereira, Paulo José
2007 • 1h52
Na pequena aldeia de Linha Cristal, a comunidade está se mobilizando para construir um poço no riacho para acabar com os maus odores. Marina, a líder do movimento, descobre que este ano a Prefeitura só tem fundos para produzir um filme de ficção. Ela e seu marido Joaquim, então, decidem filmar a história de um monstro que aparece no meio do trabalho de saneamento. Marina escreve um roteiro, Joaquim faz um traje. Silene concorda em fazer o papel principal, Fabrício tem uma câmera. Gradualmente, as filmagens acabaram envolvendo todos os moradores da vila.

Sexta (1º de agosto)
> a partir das 19h
“O Tempo Dança Onde a Terra Canta”
De Ney Pankararu
2025 • 7 min
Documentário experimental, é um sopro de memória e encantamento. No coração do ritual, uma criança atravessa o invisível, guiada pelos Praiá, guardiões do que o mundo tentou roubar. O Rancho sobe e depois desaparece, mas o sagrado permanece. Na cavidade dos maracás, na poeira que se instala, na terra que canta, o tempo não passa — ele dança.

“Aumenta que É Rock’n’ Roll”
De Tomas Portella
Produção: Renata Almeida Magalhães
Com: Johnny Massaro, George Sauma, João Vitor Silva
2024 • 112 min
Enquanto sua rádio está à beira da falência, o apresentador Luiz Antônio se encontra inesperadamente no comando da estação. Guiado por sua paixão pelo rock e apoiado por uma equipe excêntrica, ele transforma a decadente Fluminense FM em uma lendária rádio. Entre solos de guitarra elétrica e interferências, Luiz navega como pode pelas ondas da rádio brasileira. Este filme recebeu o Troféu Jangada de Melhor Filme (júri popular) e o Prêmio do Júri Jovem, escolhido por estudantes parisienses, no Festival de Cinema Brasileiro de Paris 2025.

Sábado (2 de agosto)
> a partir das 19h
“Barbosa”
De Ana Luiza Azevedo & Jorge Furtado
Com: Antônio Fagundes, Pedro Santos, Zé Vitor Castiel
13 min • 1988
Trinta e oito anos após a Copa do Mundo de 1950, um homem volta no tempo com o objetivo de impedir o gol que derrotou o Brasil, quebrou seus sonhos de infância e arruinou a carreira do goleiro Barbosa.
A diretora Ana Luiza Azevedo foi selecionada no Festival de Cannes por seu curta-metragem “Três Minutos”, em 2000.

“Central do Brasil”
De Walter Salles
Com Fernanda Montenegro, Vinicius de Oliveira, Marília Pêra
1998 • 1h53
Dora, uma ex-professora, ganha a vida escrevendo cartas para migrantes analfabetos na Estação Central do Rio. Ana e seu filho Josué usam seus serviços para encontrar o pai do garoto. Quando Dora volta para seu pequeno apartamento suburbano, ela classifica as cartas do dia, envia algumas, joga as outras fora e mantém algumas em uma gaveta. Isso é o que acontece com a carta de Josué. Quando sua mãe morre, atropelada por um ônibus, o menino pede a Dora para ajudá-lo a encontrar seu pai. Inicialmente insensível, Dora finalmente concorda em ajudá-lo. Este filme foi premiado com um Urso de Ouro no Festival de Berlim de 1998.
